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Quero comprar um imóvel: por onde começar?

  • Foto do escritor: Camila Trindade
    Camila Trindade
  • 8 de jul.
  • 3 min de leitura
Mesa com documentos e caneta, representando o planejamento antes da compra de um imóvel.

“Quero comprar um imóvel, mas não sei por onde começar.”


Essa é uma dúvida comum de quem está pensando em adquirir um imóvel. Muitas pessoas começam pesquisando anúncios, visitando unidades, comparando valores e avaliando oportunidades.


Esses passos fazem parte da jornada de compra, mas não deveriam ser o único ponto de partida.


Antes de fazer uma proposta, é recomendável organizar algumas informações básicas. Essa preparação ajuda você a compreender melhor sua realidade financeira, avaliar a viabilidade da operação e evitar decisões precipitadas.


Entenda como você pretende pagar


O primeiro passo é entender como a compra será paga.


Você pretende utilizar recursos próprios? Vai financiar parte do valor? Pretende usar FGTS? Está considerando consórcio? Vai vender outro bem para compor o pagamento? Haverá uma combinação de diferentes fontes?


Essa definição é importante porque a forma de pagamento influencia diretamente a negociação. Ela pode interferir nos prazos, na documentação exigida, na necessidade de aprovação de crédito e até na viabilidade da compra.


Por isso, antes de avançar, é importante ter clareza sobre a estrutura financeira possível para aquela operação.


Defina o valor total disponível para a compra


Outro cuidado importante é não olhar apenas para o preço do imóvel.


A pergunta não deve ser apenas: “Qual imóvel eu consigo comprar?”


Também é necessário perguntar: “Quanto eu tenho disponível para a operação inteira?”


Isso significa considerar não apenas o valor anunciado, mas também as despesas que podem surgir até a formalização da compra.


A falta desse planejamento pode gerar atrasos, insegurança e dificuldade para concluir a negociação. Por isso, o valor disponível deve ser pensado de forma mais ampla.


Reserve uma margem para as despesas da operação


Como estimativa inicial, pode ser recomendável reservar entre 8% e 12% do valor disponível para a compra para cobrir despesas relacionadas à operação.


Esse percentual é apenas uma referência de planejamento. Ele pode variar conforme o município, o tipo de imóvel, a forma de pagamento, a estrutura da negociação e as exigências específicas de cada caso.


Essas despesas podem incluir, conforme a situação: ITBI, escritura, registro, certidões, emolumentos cartorários, custos bancários, eventual comissão de corretagem, análise de risco, revisão contratual, honorários profissionais e outras despesas necessárias à formalização da compra.


O objetivo dessa reserva é evitar que você comprometa todo o valor disponível apenas com o preço do imóvel e fique sem margem para custos que também fazem parte da operação.


Se for financiar, considere a entrada


Nos financiamentos imobiliários, normalmente é necessário ter uma entrada disponível.

Em muitos casos, é comum que essa entrada fique entre 20% e 30% do valor do imóvel. Esse percentual, porém, pode variar conforme a instituição financeira, o perfil do comprador, a avaliação do bem e as condições da linha de crédito.


Antes de assumir compromissos com o vendedor, é importante verificar sua capacidade de pagamento, as condições oferecidas pelo banco e a documentação necessária para análise do financiamento.


Também é importante lembrar que o valor aprovado pela instituição financeira pode ser diferente do valor pretendido por você ou do preço negociado com o vendedor.


Já encontrou o imóvel? Avalie os riscos antes de assinar


Quando você já encontrou um imóvel de interesse, o próximo cuidado é avaliar os riscos antes de pagar sinal, assinar contrato ou assumir qualquer obrigação.


Alguns pontos merecem atenção: a documentação do imóvel, a situação do vendedor, a existência de débitos, a matrícula atualizada, a posse, os prazos, a forma de pagamento, as obrigações de cada parte e a clareza do contrato.


O contrato não deve ser visto apenas como uma formalidade. Ele deve refletir a negociação realizada e indicar, com clareza, como as principais situações serão tratadas.


Essa análise prévia não elimina todos os riscos de uma operação imobiliária, mas permite que a decisão seja tomada com mais informação e cautela.


Antes de comprar, organize o essencial


Comprar um imóvel envolve mais do que encontrar uma boa oportunidade.


Antes de avançar, organize três pontos principais:

  1. como você pretende pagar;

  2. quanto realmente pode investir;

  3. quais custos e riscos precisam ser avaliados antes da assinatura.


Essa preparação torna a decisão mais consciente e ajuda você a compreender melhor os próximos passos da operação.


Se você está planejando comprar um imóvel, organize essas informações antes de avançar. E, se já encontrou um imóvel, avalie os riscos da operação antes de assinar qualquer documento.

 




camilatrindadeadv@gmail.com

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